Desde a antiguidade há relatos de grandes pensadores, muitos foram cruciais para a configuração moderna do homem, outros nem tanto, e acabaram por serem esquecidos. De qualquer forma, bom, não é todo grande pensador que se torna "grande" para a história, além disso, alguns não são nem meramente reconhecidos em vida. Apesar disso, a figura do intelectual, em sua síntese e efeitos, em suas contradições e limitações, são singulares, expressivos e essenciais.
Por muito tempo os estudos filosóficos foram restringidos aos "intelectuais", sejam cientistas ou filósofos, ou até mesmo estudiosos. Hoje, com a globalização e uma certa facilidade na obtenção de informações (se considerarmos os avanços tecnológicos) percebe-se uma mudança nessa identificação, ainda que ela não possa ser usada casualmente.
Um professor pode ser intelectual? Afinal, o que são intelectuais? Para que serve o intelectual e qual o papel das humanidades hoje?
Gramsci propõe justamente essa desmitificação do intelectual, onde todos os homens são filósofos, pois todos pensam e são capazes de exercer sua função intelectual, no entanto, nem todos os homens são intelectuais. Pois um intelectual não é aquele que apenas possui conhecimento, mas todo um sistema lógico, sistemático, individual, de forma que garanta seu desenvolvimento e tente explicar o mundo ao seu redor. Claro, existem intelectuais como os categorizados como malditos que não farão nada para a mudar a realidade, mas ainda assim foram capazes de mudar as suas próprias. Então, seu professor pode ser um intelectual, qualquer um pode ser, mas ao mesmo tempo nem todos são, ou melhor, muito poucos são.
Por: Natália Carolina Oliveira Tavares
Graduanda em Letras - Português Literaturas
Matrícula: 201275019-0

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